World Sailing · 2025–2028

Vela

Regras de regata e equipamento: direito de passagem, largadas, marcas, pontuação, cascos, mastreação, velas e inspeção.

O essencial em 1 minutoO objetivo · A pontuação · As regras principais

Regras

01

Regatas de frota e regulamentos

As regatas avaliam a eficiência com que a tripulação usa vento e água para completar um percurso. Na regata de frota comum, os barcos competem juntos: largam, passam as marcas em ordem e terminam corretamente. As Regras de Regata à Vela aplicam-se juntamente com regras de classe, aviso e instruções de regata; um resumo geral não basta.

02

Pontuação e vitória numa série

O sistema padrão de pontos baixos atribui 1 ponto ao primeiro, 2 ao segundo e assim sucessivamente. Vence o menor total da série. Por padrão, exclui-se o pior resultado, mas o aviso ou as instruções de regata podem determinar outro número de descartes ou nenhum.

03

A sequência de largada

Na sequência padrão, o sinal de atenção ocorre a 5 minutos, o preparatório a 4, a bandeira preparatória é retirada a 1 e a largada ocorre a 0. O tempo vem dos sinais visuais; a ausência de som não o altera. Os documentos podem estabelecer outro intervalo de atenção ou procedimento permitido.

04

Largadas antecipadas e chamadas

A chamada individual usa a bandeira X quando barcos estão adiantados ou devem corrigir uma infração de largada aplicável. A chamada geral reinicia a frota quando a identificação ou o procedimento falha. Retornar nem sempre basta: a bandeira preparatória determina restrições adicionais ou desclassificação para o barco identificado.

05

Amuras a bombordo e boreste

Em amuras opostas, o barco com amuras a bombordo deve manter-se afastado daquele com amuras a boreste. As amuras correspondem ao lado de barlavento, não à direção aparente numa carta. Manter-se afastado significa permitir que o barco com direito de passagem continue sem precisar de manobra evasiva.

06

Barlavento, sotavento e livre de popa

Nas mesmas amuras e em compromisso, o barco de barlavento mantém-se afastado do de sotavento. Sem compromisso, o barco livre de popa mantém-se afastado do livre de proa. Consideram-se cascos e equipamento na posição normal; a definição também abrange um barco intermediário em compromisso com ambos.

07

Cambando e mantendo-se afastado

Após passar pela proa ao vento, o barco deve manter-se afastado dos demais até atingir um rumo de bolina cerrada. Nesse intervalo não se aplicam a ele as regras comuns de amuras opostas, barlavento e sotavento ou livre de popa. Completar a cambada exige mais que passar a vela para o outro lado.

08

Evitar contato e mudar de rumo

Todo barco deve evitar contato quando razoavelmente possível, inclusive causar contato entre outros barcos ou entre barco e objeto a evitar. Quem tem direito de passagem pode esperar inicialmente até ficar claro que o outro não se afasta ou não dá espaço, mas depois não pode ignorar uma colisão evitável.

09

Espaço na marca e a zona

A zona abrange 3 comprimentos de casco ao redor da marca, medidos pelo barco mais próximo. Quando a regra de espaço na marca se aplica, o compromisso no momento em que o primeiro barco chega à zona normalmente determina quem dá espaço. O barco externo comprometido permite ao interno aproximar-se quando cabível, contornar ou passar e deixar a marca para trás.

10

Obstáculos e espaço para cambar

Num obstáculo, o barco externo de barcos comprometidos geralmente dá ao interno espaço para passar entre ele e o obstáculo, salvo se não puder fazê-lo desde o início do compromisso. Quem tem direito de passagem pode escolher o lado para passar, respeitando a obrigação de dar espaço ao mudar de rumo.

11

Cumprir o percurso e terminar

Os barcos devem largar, passar cada marca pelo lado certo e na ordem correta, atravessar portões na direção da marca anterior e terminar. O percurso é verificado imaginando a trajetória como um fio esticado. É possível corrigir um erro antes de terminar; simplesmente passar perto de uma marca omitida não basta.

12

Propulsão: vento, água e exceções

A regra básica permite usar vento e água para alterar ou manter a velocidade. A tripulação pode regular velas e casco e executar manobras marinheiras, mas não mover o corpo de outra forma para impulsionar o barco. Bombeamento repetido, balanços, impulsos bruscos para a frente, certas remadas com o leme e cambadas repetidas sem relação com vento ou tática são restringidos.

13

Penalidades de voltas e retirada

A correção comum na água para incidente envolvendo regras de direito de passagem é de 2 voltas; tocar uma marca pode ser corrigido com 1 volta. Afaste-se bem dos demais e faça prontamente as voltas no mesmo sentido, cada uma incluindo cambada e jaibe. O evento pode adotar outro sistema de penalidades.

14

Protestos e audiências

Quem pretende protestar deve avisar o outro barco na primeira oportunidade razoável. Para incidente visto na área de regata, normalmente deve bradar «Protesto» e exibir bandeira vermelha visível, com exceções definidas, inclusive dispensa da bandeira para barcos menores. O protesto escrito identifica as partes e o incidente.

15

Segurança, flutuação e auxílio

Barcos e competidores devem prestar toda ajuda possível a pessoas ou embarcações em perigo. Cada barco decide se participa ou continua e deve levar equipamento de salvamento adequado salvo disposição de classe diferente. Cada competidor responde por usar flutuação adequada às condições; roupa de neoprene não é dispositivo de flutuação.

16

Ajuda externa, lealdade e ambiente

Ajuda externa é geralmente proibida durante a regata, com exceções para perigo ou lesão, separação após colisão, informação disponível a todos e informação não solicitada de fonte desinteressada. Uma orientação tática privada do treinador não se torna permitida apenas por chegar via rádio ou telefone.

17

Regras de classe e certificados

As Regras de Equipamento de Vela oferecem terminologia e métodos comuns, não um tamanho de casco, área vélica ou peso mínimo universal. Esses limites normalmente vêm da classe ou do sistema de rating. Regras de classe fechadas permitem apenas o expressamente autorizado; regras abertas permitem o que não proíbem.

18

Medição e inspeção do evento

A medição fundamental determina propriedades físicas; o controle de certificação verifica conformidade para certificar. A inspeção de equipamento no evento é uma verificação distinta do comitê técnico e pode incluir medição. Os inspetores usam definições, pontos de referência e condições pertinentes, não uma medida aproximada tomada informalmente perto da rampa.

19

Dimensões do casco e peso

Comprimento do casco e comprimento total do barco são medidas definidas distintas. O primeiro exclui ferragens; o segundo considera os extremos do barco, com mastreação posicionada e sem velas. Boca, calado e peso do casco também têm significados específicos. Um número comercial pode não corresponder à medição usada pela classe.

20

Quilhas, bolinas, lemes e foils

Apêndices do casco são equipamentos fixados abaixo do limite definido que afetam estabilidade, deriva, governo ou funções relacionadas. A bolina pivotante recolhe girando; a bolina de encaixe recolhe sem girar. O leme serve principalmente para governar; um hidrofoil pode reduzir deriva ou gerar sustentação vertical. Essas diferenças identificam as restrições e medições corretas.

21

Mastros, retrancas e cabos

O aparelho inclui mastreação, cruzetas, cabos, ferragens e os pesos corretores pertinentes. O estaiamento sustenta principalmente a mastreação; os cabos de manobra ajustam mastreação, velas ou apêndices. As medições do mastro usam referências específicas: comprimento, limites de içamento e alturas de fixação não são descrições equivalentes.

22

Tipos de vela e medição

As regras definem velas por construção, fixação e geometria medida, não apenas pelo nome comercial. Velas de proa incluem buja e genoa; balões podem ser simétricos ou assimétricos. Testa, valuma, esteira e pontos dos punhos criam uma base uniforme para limites de classe e certificação.

23

Marcas limite e posição do equipamento

Marcas limite são permanentes, claramente visíveis e contrastantes e identificam pontos de medição. Quando aplicáveis, controlam altura da vela grande, posição da retranca e extensão de vela ou gurupés. Uma marca de limitação do evento tem outra finalidade: identificar equipamento cuja substituição é controlada durante a competição.

24

Reparos, alterações e equipamento a bordo

Manutenção preserva a condição original contra desgaste; reparo restaura após dano involuntário; modificação altera essa condição. São conceitos distintos. Um trabalho chamado informalmente reparo pode mudar a forma e exigir outra autorização da classe. Verifique certificação e restrições do evento antes de substituir ou alterar equipamento.

Baseado no regulamento oficial fornecido. As referências indicam páginas do PDF; a numeração dos temas é editorial.