Ténis / Regra 28

Arbitragem e revisões

ITF · 2026
Em resumo

Quem decide questões de regras e de fato, quando as marcações podem ser corrigidas e quais são os procedimentos para marcas no saibro e revisão eletrônica.

Nesta página28 e Apêndice VII. Questões de regras e decisões de fatoMarcações de linha e redeInterrupção do jogo e aplicação das regras de condutaCasos 1–2. Recurso sobre regras ou contestação de um fatoCasos 3–6. Limites para alterar uma marcaçãoCasos 7–8. Bola fora corrigida para dentro e interferência sobre a redeInspeção de marcas no saibro: condições e procedimentoInspeção de marcas no saibro: conduta dos jogadoresRevisão eletrônica: solicitação e decisãoRevisão eletrônica: quantidade de solicitações

28 e Apêndice VII. Questões de regras e decisões de fato

Quando há oficiais designados, o árbitro geral tem a autoridade final sobre a interpretação das regras do tênis. Em uma partida com árbitro de cadeira, este normalmente tem a autoridade final sobre questões de fato durante o jogo.

Um jogador que conteste a interpretação de uma regra pelo árbitro de cadeira pode chamar o árbitro geral à quadra. Uma discordância sobre se a bola realmente caiu dentro ou fora é uma questão de fato, não um recurso sobre regras ao árbitro geral.

Em uma competição por equipes na qual o árbitro geral esteja sentado na quadra, ele também tem autoridade final sobre as questões de fato.

Marcações de linha e rede

Os juízes de linha e de rede designados fazem as marcações relativas às suas linhas ou à rede, incluindo faltas de pé. O árbitro de cadeira cobre qualquer linha ou rede sem oficial designado e só pode corrigir um oficial designado quando tiver certeza de que ocorreu um erro claro.

Um juiz de linha que não consiga fazer uma marcação deve sinalizar imediatamente ao árbitro de cadeira, que decide. Se não houver uma marcação utilizável do juiz de linha e o árbitro de cadeira também não puder decidir o fato, o ponto será repetido.

Interrupção do jogo e aplicação das regras de conduta

O árbitro de cadeira pode interromper ou suspender o jogo sempre que necessário ou adequado. O árbitro geral também pode fazê-lo por falta de luz, condições meteorológicas ou condições adversas da quadra.

Uma suspensão por falta de luz deve ocorrer ao final de um set ou após um número par de games no set em andamento. Quando o jogo recomeçar, mantêm-se a pontuação e as posições dos jogadores na quadra no momento da suspensão.

O árbitro de cadeira ou o árbitro geral decide questões de continuidade do jogo e de instruções técnicas conforme qualquer Código de Conduta aprovado que esteja em vigor.

Casos 1–2. Recurso sobre regras ou contestação de um fato

Se o árbitro de cadeira conceder um 1.º saque após corrigir uma marcação, mas o recebedor alegar que uma falta anterior exige um 2.º saque, o árbitro geral poderá ser chamado em recurso. O árbitro de cadeira aplica inicialmente a regra aos fatos, mas o árbitro geral toma a decisão final sobre as regras.

Se uma bola for marcada fora e um jogador apenas afirmar que ela caiu dentro, o árbitro geral não poderá ser chamado para decidir esse fato novamente. A decisão de fato do árbitro de cadeira é definitiva.

Casos 3–6. Limites para alterar uma marcação

  • O árbitro de cadeira deve corrigir imediatamente um erro claro de marcação de linha, sem esperar o fim do ponto para corrigir uma marcação anterior.
  • O árbitro de cadeira nunca deve corrigir uma marcação apenas porque um jogador protesta ou recorre.
  • Achar que a bola provavelmente caiu dentro, sem ter visto claramente, não basta para corrigir a marcação. O árbitro de cadeira deve ter certeza de um erro claro.
  • Um juiz de linha que perceba seu próprio erro deve corrigi-lo assim que possível, mesmo depois de anunciada a pontuação, desde que a correção não resulte do protesto ou recurso de um jogador.

Casos 7–8. Bola fora corrigida para dentro e interferência sobre a rede

Quando uma marcação de fora é corrigida para dentro, o árbitro de cadeira decide se a marcação original prejudicou algum dos jogadores. Se prejudicou, o ponto será repetido; caso contrário, quem golpeou a bola ganha o ponto.

Se o vento levar a bola de volta para além da rede e o jogador alcançá-la legalmente do outro lado para golpeá-la, um adversário que obstrua essa tentativa pode causar interferência. O árbitro de cadeira concede o ponto em caso de interferência deliberada ou determina a repetição em caso de interferência involuntária.

Inspeção de marcas no saibro: condições e procedimento

A inspeção de marcas da bola só é permitida no saibro. Um jogador ou equipe só pode solicitá-la para um golpe que encerre o ponto ou após interromper imediatamente a troca; uma devolução é permitida, mas o jogador deve então parar de imediato. O árbitro de cadeira também deve estar impossibilitado de determinar a marcação com certeza a partir da cadeira.

Se a inspeção for necessária, o árbitro de cadeira desce e examina pessoalmente a marca. Um juiz de linha pode ajudar a localizá-la, mas quem faz a inspeção é o árbitro de cadeira.

Se os oficiais não conseguirem localizar a marca ou interpretá-la, mantém-se a marcação original ou sua correção. Depois que o árbitro de cadeira identifica a marca e decide sobre ela, a decisão é definitiva e não admite recurso.

No saibro, salvo absoluta certeza da marcação, o árbitro de cadeira deve evitar anunciar a pontuação depressa demais. Em caso de dúvida, deve esperar para verificar se será necessária uma inspeção.

Inspeção de marcas no saibro: conduta dos jogadores

  • Nas duplas, a solicitação deve fazer o jogo parar ou levar o árbitro de cadeira a interrompê-lo. Primeiro, o árbitro verifica se o pedido foi correto e oportuno; um pedido incorreto ou tardio pode ser considerado interferência deliberada contra os adversários.
  • Apagar a marca antes da decisão final do árbitro de cadeira significa aceitar a marcação.
  • Cruzar a rede para inspecionar uma marca sujeita o jogador à disposição sobre conduta antidesportiva do Código de Conduta.

Revisão eletrônica: solicitação e decisão

Estes procedimentos só se aplicam às quadras de torneios que utilizam um Sistema de Revisão Eletrônica. Um jogador ou equipe pode pedir a revisão de uma marcação de linha ou correção em um golpe que encerre o ponto ou após interromper imediatamente uma troca. Uma devolução só é permitida se o jogador parar imediatamente depois.

O árbitro de cadeira deve recorrer à revisão quando tiver dúvidas sobre a marcação ou sua correção, mas pode recusar um pedido injustificado ou tardio.

Nas duplas, a solicitação deve interromper o jogo ou levar o árbitro de cadeira a fazê-lo. O árbitro verifica o procedimento e o momento do pedido. Uma solicitação incorreta ou tardia pode constituir interferência deliberada; nesse caso, a equipe solicitante perde o ponto.

Se o sistema não puder decidir por qualquer motivo, mantém-se a marcação original ou sua correção. Caso contrário, o resultado da revisão passa a ser a decisão final e irrecorrível do árbitro de cadeira. Se alguém precisar selecionar manualmente o impacto da bola a ser revisto, essa escolha cabe a um oficial de revisão aprovado pelo árbitro geral.

Revisão eletrônica: quantidade de solicitações

  • Cada jogador ou equipe tem direito a 3 solicitações malsucedidas por set e 1 solicitação adicional no tie-break. As solicitações bem-sucedidas são ilimitadas.
  • Em um set com vantagem, o limite volta a um máximo de 3 solicitações malsucedidas em 6–6 e a cada 12 games depois disso.
  • Um tie-break decisivo de partida conta como um novo set; portanto, cada jogador ou equipe o inicia com 3 solicitações.
Explicações e traduções independentes, não publicações oficiais das federações. Baseado no documento ITF Rules of Tennis 2026 fornecido. Os regulamentos dos torneios e as alternativas autorizadas podem acrescentar condições específicas, assinaladas separadamente.
Fontes e método ↗